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#Dev#Vue#Freelance#Empreendedorismo#Ketsu#Experiência

Fazer o site foi a parte fácil. Agora eu preciso vender.

Publicado em 24 de setembro de 2026


Publicado em 23 de setembro de 2026

As coisas parecem mais difíceis do que realmente são.

Ou pelo menos eu tenho pensado bastante nisso nas últimas duas semanas.

Eu sou universitário, faço estágio e, como qualquer universitário que faz estágio... estou sempre procurando uma forma de ganhar mais dinheiro kkkkk.

Então tive uma ideia que, na minha cabeça, parecia relativamente simples:

Procurar empresas boas, conhecidas e bem avaliadas no Google, mas que não têm um site à altura do negócio delas. Fazer um site para essas empresas e depois tentar vender o projeto pronto.

Simples.

Ou pelo menos parecia.

Cinco sites em duas semanas

A primeira parte foi surpreendentemente fácil.

Comecei pesquisando empresas e encontrei algumas que tinham exatamente o perfil que eu estava procurando: negócios estabelecidos, boas avaliações, presença forte nas redes sociais, mas com uma presença digital que poderia ser muito melhor.

Escolhi algumas e comecei a trabalhar.

Como meu objetivo com esses projetos não era necessariamente aprender uma tecnologia nova, usei bastante o Claude durante o desenvolvimento. Ele me ajudou com código, correções e boa parte da construção dos sites.

Minha meta era velocidade.

Queria descobrir quantos projetos realmente bons eu conseguiria produzir em pouco tempo.

O resultado?

Cinco sites em duas semanas.

E não foram cinco landing pages feitas de qualquer jeito só para aumentar número. Fiquei genuinamente satisfeito com a qualidade dos projetos.

Só que aí eu descobri um pequeno problema.

Fazer os sites era a parte fácil.

Agora eu precisava vendê-los.

E eu sou horrível com vendas.

O primeiro teste

O primeiro site que vou tentar vender é para uma empresa de vestidos de casamento/festas.

Meu pai já conhecia a empresa e comentou comigo que ela era bastante conhecida e que clientes dela faziam casamentos até fora do país.

Isso chamou minha atenção.

Comecei a pesquisar tudo que conseguia encontrar sobre a empresa. Instagram, Google, avaliações, fotos, informações sobre o trabalho, história, serviços...

Juntei tudo e montei praticamente um briefing por conta própria.

Depois veio a parte insana: referências.

Baixei MUITAS referências.

E quando digo muitas, são muitas mesmo.

Também analisei e separei várias imagens do Instagram da empresa para entender melhor a identidade, os vestidos, a experiência e principalmente como aquele negócio deveria ser apresentado em um site.

Com isso em mãos, comecei a desenvolver.

Como falei, deixei o Claude trabalhar bastante comigo. Não era um projeto que eu estava fazendo para estudar programação; meu objetivo era criar um produto comercial o mais rápido possível.

E, bom...

o site ficou foda.

Gostei muito do resultado.

Mostrei para algumas pessoas e a reação foi praticamente a mesma: o projeto parecia algo que realmente poderia ser o site oficial daquela empresa.

Então chegamos à parte que eu estava evitando pensar.

Amanhã eu vou lá

A empresa fica praticamente do lado da minha casa.

Minha primeira tentativa foi entrar em contato por mensagem, mas agora estou pensando em fazer algo que me deixa consideravelmente mais nervoso:

ir presencialmente.

Chegar lá, mostrar o que eu fiz e explicar por que acredito que aquilo pode ser útil para a empresa.

Porque meu argumento é relativamente simples.

Hoje, antes de contratar um serviço — principalmente um serviço caro e importante — as pessoas pesquisam.

Elas querem saber quem está por trás da empresa.

Querem conhecer os resultados.

Querem entender o processo.

Querem ver trabalhos anteriores.

Querem saber onde fica.

Querem sentir confiança.

Ter muitos seguidores no Instagram ajuda muito, obviamente. Mas Instagram e site cumprem papéis diferentes.

O Instagram mostra o que está acontecendo agora.

Um bom site consegue organizar toda a história da empresa, explicar o processo, apresentar o portfólio e transformar aquela presença digital em algo que transmite mais confiança.

É isso que eu vou tentar vender.

Não apenas:

"Eu fiz um site para vocês."

Mas:

"Eu percebi uma oportunidade na presença digital de vocês, construí uma solução e vim mostrar como ela poderia funcionar."

Parece bonito escrevendo assim.

Agora quero ver eu falar isso pessoalmente sem travar kkkkk.

Na pior das hipóteses...

Esse pensamento está me ajudando bastante.

Na pior das hipóteses, eles dizem não.

E eu continuo tendo um projeto em Vue para colocar no meu portfólio.

Ganhei experiência desenvolvendo, pesquisando uma empresa real, pensando no produto e tentando vender uma solução.

Na melhor das hipóteses?

Saio de lá com R$500 kkkkk.

E ainda tenho outros quatro sites.

Se eu conseguir vender os cinco pelo mesmo valor, são R$2.500.

Para duas semanas de trabalho em projetos que inicialmente nem existiam, não seria nada ruim.

Mas acho que o mais interessante dessa experiência nem é necessariamente o dinheiro.

É aprender a vender o próprio trabalho.

Até onde você precisa ir para ser visto?

Essa experiência me fez pensar em uma coisa.

Até onde um profissional precisa se esforçar para mostrar que o trabalho dele é bom?

Porque fazer algo bom não significa que alguém vai aparecer magicamente querendo comprar.

Você pode ser um ótimo designer.

Um ótimo programador.

Um ótimo fotógrafo.

Um ótimo desenvolvedor.

Mas, principalmente no começo, ninguém sabe disso.

Quando eu trabalhava mais focado em design, aprendi uma coisa:

O começo é sempre a parte mais difícil.

Você precisa procurar cliente.

Mandar mensagem.

Mostrar trabalho.

Ouvir não.

Fazer projeto que talvez ninguém compre.

Se apresentar.

Se expor.

Até que, em algum momento, começa a acontecer uma coisa muito interessante.

Clientes começam a aparecer do absoluto nada.

Alguém viu seu trabalho.

Alguém indicou você.

Alguém pesquisou seu nome.

Alguém viu um projeto que você fez meses atrás.

E talvez seja exatamente isso que eu esteja tentando construir agora.

A Ketsu também precisa ser conhecida

Uma decisão que tomei nesses projetos foi vincular todos eles à minha empresa, a Ketsu.

Porque percebi uma contradição interessante.

Eu quero que empresas entendam que precisam melhorar sua presença digital para serem encontradas e conhecidas...

mas a minha própria empresa também precisa disso.

Se ninguém conhece meu nome e ninguém conhece a Ketsu, obviamente vai ser mais difícil alguém confiar no meu trabalho.

Então quero usar esses projetos também para construir essa presença.

Cada site entregue vira um trabalho associado à Ketsu.

Cada cliente satisfeito pode virar uma avaliação no Google.

Cada projeto vira portfólio.

Cada indicação pode trazer outro cliente.

E aos poucos a empresa deixa de ser "uma empresa que ninguém conhece" e começa a construir histórico.

Isso importa ainda mais porque eu não quero passar o resto da minha vida fazendo site.

Sites são uma porta de entrada.

O que realmente quero no futuro é desenvolver sistemas, aplicações e produtos maiores.

Mas eu preciso começar de algum lugar.

Talvez esses cinco sites sejam esse começo.

Agora é ir

Então é isso.

Eu tenho cinco sites prontos.

Tenho um argumento.

Tenho uma empresa praticamente do lado da minha casa.

E tenho ansiedade suficiente para imaginar umas 47 formas diferentes de essa conversa dar errado.

Mas amanhã eu vou tentar.

No pior cenário, recebo um não e volto para casa com um projeto novo no portfólio.

No melhor, consigo meu primeiro cliente dessa experiência e provo para mim mesmo que essa ideia pode funcionar.

Depois disso, ainda existem outros quatro.

Agora é diminuir a ansiedade, ir lá, mostrar o trabalho e descobrir o que acontece.

Se der certo, volto aqui para contar.

Se der errado...

provavelmente volto também.

Afinal, isso também faz parte do projeto.